Sábado, 16 de Fevereiro de 2019
Vale do Piancó

Polêmica: mulher tem atendimento recusado por SAMU e caso acaba com polícia, no Vale do Piancó; entenda

Publicada em 04/02/19 às 14:06h

por Portal BV Online


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A polícia teve que ser acionada para resolver o problema  (Foto: Reprodução/Facebook)
Um caso causou polêmica na tarde desse domingo (3)  na cidade de Piancó: uma mulher teve o atendimento negado pelo serviço avançado do SAMU em um hospital do município e o fato acabou envolvendo a polícia. O acontecimento foi às 13h. 

De acordo com a envolvida, Edileuza Matias, sua mãe, Joseja Matias de Sousa, de 57 anos, estava sendo vítima de um infarto e teve que ser levada à unidade hospitalar na cidade. Ao chegar, o médico disse que precisaria da USA (Unidade de Suporte Avançado ), então foi acionada e deslocada para o local, mas chegando lá, ela contou que os profissionais afirmaram que Josefa ‘’não era paciente do serviço avançado’’ e que estariam retornando à base para mandar a unidade básica para ir atender a paciente. 

Tendo e vista a situação urgente da mãe, edileuza então resolveu entrar na ambulância e não deixá-los sair sem ela. Os funcionários da saúde tentaram convencê-la a descer do automóvel, mas a mesma permaneceu dentro, afirmando que a enferma só seria levada por aquele carro, já que ele  estava no local. Temendo ser tirada à força, a mulher então ligou para a Polícia Militar, que foi até lá, e depois de muito tumulto, conseguiu levar a senhora na ambulância. 

Edileuza conta que o não prestamento de socorro imediato foi motivado por questões políticas, já que ela é oposição à gestão municipal, e afirma que eles omitiram ajuda a uma paciente.  

O caso repercutiu nas redes sociais após um vídeo divulgado.

Omissão de Socorro

O caso pode se configurar como omissão de socorro, diante da grave situação relatada pela vítima. 

O art. 135 do Código Penal define omissão de socorro como “deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo, ou em grave e iminente perigo; ou não pedir nestes casos o socorro da autoridade pública”.

Isto porque o corpo médico presta serviço de urgência, e a emergência nunca chega com hora marcada, de modo que a prontidão e a voluntariedade para atender clientes sem aviso são partes de sua rotina, constituindo, por isso, itens fundamentais da cartilha do profissional cônscio de suas responsabilidades éticas e morais.





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